
A Prefeitura de São Paulo confirmou que dados sigilosos do Smart Sampa, sistema de monitoramento por câmeras da capital paulista, ficaram disponíveis na internet por cerca de 11 meses, dando acesso a mais de 58 mil câmeras espalhadas pela cidade. A informação veio de uma reportagem do jornalista Artur Rodrigues, do UOL, publicada na terça-feira, dia 20 de outubro de 2026.
O material exposto incluía 181 logins e senhas de usuários autorizados, informações de mais de 6 mil agentes de segurança e até instruções para reproduzir partes do sistema em computadores e celulares. Com esses dados, a reportagem do UOL conseguiu acessar imagens ao vivo de câmeras instaladas em escolas, creches, hospitais e unidades de saúde da cidade.
Apesar de confirmar o episódio, a prefeitura negou que tenha havido falha no sistema. A administração municipal atribuiu o problema a um servidor da área de segurança, que foi afastado do cargo e está sendo investigado pela Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana.
Em evento de lançamento da empresa de mídia TMC, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) saiu em defesa do Smart Sampa. "O sistema é absolutamente seguro. A gente não tem nenhuma ocorrência de utilização indevida do sistema", afirmou. O programa foi lançado em 2024 e usa inteligência artificial para comparar imagens captadas pelas câmeras com bases de pessoas procuradas pela Justiça e desaparecidas.
O caso também chegou à campanha presidencial. Em 13 de outubro, durante anúncio de apoio de 17 diretórios estaduais do MDB ao senador Flávio Bolsonaro (PL), o prefeito Nunes afirmou que o candidato pretende criar um sistema parecido em nível nacional, chamado de Smart Brasil, com 2 milhões de câmeras.
Fonte: Poder360




