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Notícias/POLÍTICA06/10/2026· KF News

Senado mantém na pauta discussão da PEC do fim da jornada 6x1 apesar de pressão da oposição

Foto: João Pavese/Pexels

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve para esta terça-feira (6) o início das discussões sobre a PEC que acaba com a jornada de trabalho 6x1 no Brasil. A proposta reduz a semana de trabalho de 44 horas para 40 horas, com direito a duas folgas semanais, sendo uma delas preferencialmente aos domingos. A mudança aconteceria em duas etapas: primeiro para 42 horas, 60 dias após a promulgação, e depois para 40 horas, 12 meses mais tarde. A PEC garante que nenhum trabalhador pode ter o salário reduzido por causa da mudança.

As discussões começam num momento de pressão política. No domingo (4), as eleições mostraram uma diferença de 2,3 milhões de votos favoráveis a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. O PL também elegeu 19 senadores e terá a maior bancada do Senado a partir de 2027, com 28 congressistas. Para aprovar a PEC, o governo precisa de 49 dos 81 senadores em dois turnos de votação.

O ministro José Guimarães, de Relações Institucionais, disse nesta segunda (5) que o governo mantém o plano de aprovar a PEC ainda esta semana e que o clima "não mudou nada", classificando a eleição como "empatada". A oposição, no entanto, aposta na dificuldade do governo de reunir quórum. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho, afirmou que "muitos senadores eleitos estarão ausentes" e que cabe ao governo, que considera "fragilizado", garantir os votos necessários.

Entidades empresariais do comércio, serviços e indústria também entraram em campo pedindo a senadores que faltem à votação para impedir o quórum mínimo. Na avaliação dos empresários, o benefício eleitoral de Lula com a aprovação da PEC diminuiu após o resultado apertado do primeiro turno.

Fonte: Jornal de Brasília