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Notícias/POLÍTICA12/10/2026· KF News

Pazuello defende anistia para golpistas e para "quem prendeu" e fala em possível cargo na Petrobras

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Eduardo Pazuello, general da reserva e deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro, é um dos apenas dois generais da reserva próximos à campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. O outro é Eliéser Girão, deputado federal reeleito pelo Rio Grande do Norte. Militares que gravitavam em torno de Jair Bolsonaro e não foram condenados pelo golpe reclamam de estar de fora da campanha de Flávio.

Pazuello tem sido cotado para um cargo num eventual governo Flávio. Ele próprio confirmou que o setor de petróleo cogita que ele chefiaria a Petrobras, explicando que preside a frente parlamentar de apoio ao setor há quatro anos.

Na política, Pazuello defendeu anistia ampla para todos os envolvidos na tentativa de golpe — tanto os condenados, entre eles Bolsonaro e quatro generais de quatro estrelas do Exército e da Marinha, quanto o ministro Alexandre de Moraes, do STF, a quem chamou de "quem prendeu". Citou a Lei de Anistia de 1979, da ditadura militar, como referência histórica. O deputado visitou na prisão o general Braga Netto, condenado por tentativa de golpe, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa e ex-candidato a vice de Bolsonaro. Os generais Paulo Sérgio de Oliveira e Almir Garnier também continuam presos. Pazuello disse que, se soltos, eles vão "recuperar o tempo perdido com as famílias" e que não devem pensar em compor um governo.

O deputado afirmou ainda que Flávio, se eleito, vai agir para anistiar o pai, e que Jair subiria a rampa do Planalto para passar a faixa ao filho. A ideia de anistia ampla ainda não foi compartilhada com o presidenciável, segundo o próprio Pazuello. Uma pesquisa Datafolha realizada há um ano mostrou que 54% dos brasileiros rejeitavam a anistia a Bolsonaro, enquanto 39% eram a favor.

Fonte: Jornal de Brasília