
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, arquivou o inquérito que investigava o senador Marcos do Val, sem partido pelo Espírito Santo, e os jornalistas Oswaldo Eustáquio, Allan dos Santos e Ed Raposo. A decisão foi tomada no dia 4 de setembro de 2026, mas só veio a público na segunda-feira, dia 5 de outubro, depois de uma reportagem do jornal Valor, confirmada pelo Poder360.
A Polícia Federal tinha indiciado o grupo pelos crimes de obstrução de Justiça e incitação ao crime. O motivo eram postagens nas redes sociais com críticas e exposição de dados do delegado Fabio Shor.
A PGR, no entanto, concluiu que a apuração não demonstrou que houve uma articulação organizada para incitar crimes ou atrapalhar as investigações conduzidas pelo delegado. Segundo o parecer, as condutas relatadas poderiam se enquadrar como crimes contra a honra. Como esse tipo de infração exige uma queixa formal por parte do próprio ofendido, e o delegado não apresentou essa manifestação, o processo não pôde seguir adiante. Moraes acompanhou integralmente o entendimento do Ministério Público Federal.
O delegado Fabio Shor atuou em apurações de repercussão no STF, incluindo o caso sobre a tentativa de golpe de Estado que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados. Em março deste ano, ele foi nomeado assessor no gabinete do próprio ministro Moraes.
A defesa de Oswaldo Eustáquio, que está foragido, confirmou o arquivamento na terça-feira, dia 6 de outubro, e anunciou que vai pedir a revogação do mandado de prisão dele, argumentando que não há nenhuma acusação formal contra o jornalista. O próprio Eustáquio disse ao Poder360 que está "arrumando as malas" para voltar ao Brasil, mas condicionou o retorno à eleição de Flávio Bolsonaro, do PL, à presidência da República.
Vale destacar que Eustáquio ainda responde por outro processo. A PGR o denunciou em agosto por crime de associação criminosa, por ter atuado nos atos contra o resultado das eleições de 2022, usando as redes sociais e participando de manifestações em frente a quartéis militares contra a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Fonte: Poder360




