
Malévola Alves e Bruna Mercatelli foram detidas no Egito na terça-feira, dia 20 de outubro, em Alexandria, e liberadas no dia seguinte, quarta-feira (21/10), após pagamento de fiança. O caso veio à tona depois que as influenciadoras divulgaram vídeos nas redes sociais. Segundo o Ministério do Interior egípcio, as gravações mostravam comportamentos de conotação sexual e assédio a pedestres em locais públicos.
As duas foram acusadas de três crimes: atos obscenos em público, violação dos valores familiares e assédio a transeuntes. O advogado Jonatha Carvalho Matos, em entrevista ao Metrópoles, explicou que o crime mais grave é o de assédio, com pena de 2 a 4 anos de prisão, multa de 100 mil a 200 mil libras egípcias — o equivalente a cerca de R$ 9 mil a R$ 18 mil — ou as duas punições ao mesmo tempo. Ele disse ainda que o juiz pode optar por aplicar só a multa, só a prisão ou as duas juntas.
A advogada Fernanda Rúbia alertou que o pagamento da fiança não encerra a investigação criminal. Malévola voltou ao Brasil na tarde de quarta-feira, segundo publicação de Larissa Maia, amiga próxima das influenciadoras. Mesmo em território brasileiro, ela ainda pode ser condenada no Egito. Porém, por ser brasileira nata, não pode ser extraditada. A Lei de Migração brasileira admite, em certas situações, a transferência da pena aplicada no exterior para ser cumprida no Brasil, segundo a especialista.
Antes de a prisão ser confirmada, Malévola contou aos seguidores que ela e Bruna tiveram os passaportes retidos e foram levadas a uma delegacia durante um passeio. A influenciadora também relatou que os policiais perguntaram se as duas eram mulheres trans.
Fonte: Metropoles - Celebridades




