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Notícias/POLÍTICA07/10/2026· KF News

Estratégia de Lula para reduzir abstenção pode acabar ajudando mais Flávio Bolsonaro no 2º turno

Foto: Divulgação/Poder360

Depois de Flávio Bolsonaro terminar o 1º turno na liderança com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula, o presidente convocou uma reunião de emergência para repensar a campanha. A principal aposta do PT é reduzir a abstenção, que neste 1º turno foi a maior desde 1998: mais de 33 milhões de eleitores faltaram às urnas.

O problema é que as regiões com mais abstenção são justamente onde Flávio foi melhor. O Sudeste liderou as ausências com 22,7% — cerca de 15 milhões de pessoas fora das urnas — e Flávio venceu Lula na região por 24,9 milhões a 19,2 milhões de votos, diferença de 5,7 milhões. No Sul, a abstenção foi de 20,5% e a vantagem do PL foi de 5 milhões de votos. No Centro-Oeste, 21,7% de ausência e 2,1 milhões de votos a mais para Flávio. No Norte, 19,4% de abstenção e vantagem de 400 mil para o candidato do PL.

O Nordeste, principal base do PT, teve a menor abstenção do país: 18,4%. Por lá, Lula venceu por 11,1 milhões de votos. Mas como a participação já foi alta, a margem pra crescer ainda mais é pequena.

No total, Lula perdeu 3,3 milhões de votos em relação ao 1º turno de 2022. Flávio, por sua vez, conquistou 5 milhões de votos a mais do que seu pai, Jair Bolsonaro, teve em 2022. Na reunião do dia 5 de outubro, Lula disse que os 30 milhões de ausentes são o principal desafio dos 19 dias até o 2º turno. A nova estratégia inclui mais tempo no rádio, mais selfies com eleitores e participação nos debates — convites que Lula havia recusado durante todo o 1º turno, chamando-os de "infrutíferos".

Fonte: Poder360