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Notícias/POLÍTICA07/10/2026· KF News

Alcolumbre diz que não vai acelerar votação da PEC que acaba com a jornada 6 x 1 no Senado

Foto: Divulgação/Poder360

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sinalizou nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, que a PEC que acaba com a escala 6 x 1 pode ser votada antes do 2º turno das eleições, marcado para 25 de outubro. Mesmo assim, ele foi claro: não vai acelerar a tramitação nem atropelar o rito regimental.

O Senado terá sessões de discussão da proposta na quarta (7/10) e na quinta-feira (8/10), sempre às 14h. Pelo regimento interno, são necessárias 5 sessões para a votação do 1º turno. Se aprovada, a PEC ainda precisa passar por mais 3 sessões de discussão antes do 2º turno. Seguindo esse calendário, o 1º turno seria votado em 21 de outubro. Os prazos poderiam ser reduzidos se os senadores aprovassem um calendário especial, mas Alcolumbre descartou essa possibilidade.

"Meu desejo como presidente do Senado é cumprir integralmente o rito constitucional, sem atropelos, sem acelerar nada", declarou ele a jornalistas. Alcolumbre também disse que a decisão de cada senador será livre: "Cada senador e cada senadora desta legislatura terá o livre-arbítrio de votar com o seu coração, com a sua consciência e com a sua convicção."

Antes do 1º turno das eleições, realizado no domingo (4/10), Alcolumbre havia adiado a análise da PEC, dizendo que recebeu pedidos de senadores para não misturar a discussão com o período eleitoral. Agora, com o 1º turno encerrado, ele colocou a proposta na pauta. "O meu compromisso foi feito, foi assumido, está na pauta e vai ser deliberado", afirmou.

A PEC 221 de 2019 precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos 2 turnos para ser aprovada no Senado. O texto garante 2 dias de descanso semanal remunerado, sem redução de salário, e reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A proposta já tinha sido aprovada pela CCJ do Senado em setembro, mas não chegou a ser votada pelo plenário naquele período. Em 2 de setembro, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), atribuiu à oposição uma articulação para esvaziar o plenário e impedir a votação, citando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). Integrantes do PT avaliam que a negociação em torno da PEC também está ligada ao interesse de Alcolumbre em obter apoio para uma eventual reeleição à presidência do Senado, cujo mandato atual termina em 1º de fevereiro de 2027.

Fonte: Poder360