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Notícias/POLÍTICA29/10/2026· KF News

Trump quer usar presença de Flávio Bolsonaro nos EUA para mobilizar eleitores republicanos antes das eleições de meio de mandato

Foto: Divulgação/Jovem Pan

Donald Trump já incorporou a eleição brasileira à sua campanha nos Estados Unidos e deve intensificar o uso político do episódio com a chegada de Flávio Bolsonaro ao país. A avaliação é de analistas políticos ouvidos pela reportagem em território americano. O objetivo, segundo esses especialistas, seria transformar o caso em alerta à base republicana na reta final das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.

O movimento apareceu publicamente numa terça-feira, durante um comício em Corpus Christi, no Texas. Trump acusou os democratas de fraudar eleições, incluiu o Brasil na comparação e perguntou aos apoiadores se haviam acompanhado o que aconteceu por aqui. Na avaliação dos analistas, Flávio poderá ser apresentado aos conservadores americanos como símbolo de perseguição política e fraude eleitoral, com a mensagem de que é preciso votar para impedir que os adversários ampliem o poder em Washington.

É importante destacar que as acusações de fraude na eleição brasileira não foram comprovadas. O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, afirmou em entrevistas que não há provas para sustentar essa conclusão. Steve Bannon, ex-estrategista da Casa Branca e figura influente no movimento conservador americano, também comentou o resultado brasileiro e disse que, sem uma reação, algo semelhante aconteceria nos EUA na terça seguinte.

Pesquisa Reuters/Ipsos, realizada entre 22 e 26 de outubro, mostra os democratas com 53% das preferências entre prováveis eleitores para o Congresso, contra 44% dos republicanos. Outro levantamento, do instituto Marist em parceria com NPR e PBS News, aponta 52% para os democratas e 44% para os republicanos. Nesse mesmo levantamento, 44% dizem que seu voto representa principalmente uma manifestação contra Trump, enquanto 21% o consideram um voto a favor do presidente.

Questionado sobre a reivindicação de Flávio de que seria o verdadeiro presidente eleito, Trump disse que não comentaria o assunto e que não iria se envolver, mas voltou a classificar a eleição brasileira como "muito estranha" e disse considerar injusto o tratamento recebido pelo senador e sua família.

Fonte: Jovem Pan