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Notícias/NEWS21/10/2026· KF News

Putin concorda em retomar negociações com EUA e Ucrânia após várias recusas, com reunião prevista para Abu Dhabi

Foto: Divulgação/Metropoles

Depois de repetidas negativas, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, concordou em retomar as negociações sobre a guerra com a Ucrânia e os Estados Unidos. A mudança de postura foi anunciada nesta quarta-feira (21/10) e chamou atenção da mídia internacional por ser repentina.

A decisão veio logo após uma reunião realizada na terça (20/10), na Noruega, entre o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, o enviado especial norte-americano Steve Witkoffe e outros líderes europeus.

De acordo com a agência de notícias russa Tass, o assessor presidencial Yury Ushakov afirmou que uma nova rodada de negociações entre Rússia, EUA e Ucrânia poderá acontecer em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. "Estamos focando em Abu Dhabi. A data acordada foi meados de novembro, por volta de 10 de novembro", disse Ushakov. Segundo ele, as conversas devem se concentrar na construção de um sistema de segurança para os dois países após o fim do conflito.

Poucos dias antes, no entanto, Putin havia proposto uma cúpula trilateral com o presidente norte-americano e o líder chinês Xi Jinping, às margens do fórum da Apec, em Shenzhen, nos dias 18 e 19 de novembro, excluindo expressamente Zelensky das discussões.

O presidente ucraniano, por sua vez, afirmou à Fox que a Ucrânia está disposta a aceitar um acordo de paz que envolva perda de território. "Sim, neste momento temos que congelar tudo, e acho que esta é uma maneira real de acabar com esta guerra", declarou.

Na semana passada, a tensão entre os três países aumentou depois que drones ucranianos destruíram refinarias de petróleo russas. Trump reclamou da ação, dizendo que afetou negativamente os mercados globais de energia, e anunciou um acordo com Putin para suspender sanções e comprar parte das exportações russas. Além disso, o acesso da Ucrânia ao serviço de internet via satélite Starlink militar, da SpaceX, foi limitado, prejudicando a capacidade ucraniana de responder a ataques de drones. Trump e o secretário de Estado Marco Rubio negaram envolvimento nessa limitação.

Fonte: Metropoles