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Notícias/SAÚDE12/10/2026· KF News

Pai de Brasília cria sistema com inteligência artificial para acompanhar os sinais do filho Noah, que tem síndrome rara

Foto: Divulgação/Metropoles

Halison do Nascimento Casimiro, 44 anos, empresário e desenvolvedor de software de Brasília, criou um sistema com inteligência artificial chamado Monitor Noah para tentar compreender as manifestações do filho, Noah Alencar Casimiro, de 1 ano e três meses. O menino nasceu em julho de 2025 com condições neurológicas e genéticas complexas: tem síndrome de West e a síndrome genética rara de Sandestig-Stefanova, associada a uma alteração no gene NUP188. Noah não se comunica verbalmente, tem hipotonia acentuada, fenda palatina, catarata congênita bilateral, alterações craniofaciais e duplicação de um polegar. Ele usa traqueostomia, suporte ventilatório, recebe alimentação assistida e tem enfermagem 24 horas em casa, além de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.

Halison trabalha com tecnologia desde 2001 e começou a desenvolver o Monitor Noah em dezembro de 2025, após meses de dificuldade para acompanhar os episódios suspeitos de convulsão do filho. Uma câmera posicionada acima do berço transmite imagens para um computador, que analisa movimentos do rosto, dos braços e da posição do corpo. O sistema registra horários, sugere classificações e guarda trechos de vídeo. Um painel lateral exibe medicações, linha do tempo de procedimentos e gráficos de temperatura. O sistema tem ainda um narrador que transforma alguns sinais em frases como "Papai, eu acordei" e "Papai, acho que estou incomodado", mas o próprio pai deixa claro que isso é uma representação experimental, sem comprovar o que o filho sente.

Os registros ajudaram a levar informações mais detalhadas às consultas, e houve ajustes de medicação a partir deles. Porém, Halison reconhece que o sistema ainda erra, que movimentos comuns já geraram alertas falsos e que eventos importantes podem passar despercebidos. Ele não apresenta a ferramenta como substituta da observação humana. O pai pretende disponibilizar uma versão básica e gratuita, mas sabe que ainda são necessários avanços na validação clínica e na adaptação a outros pacientes.

Fonte: Metropoles