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Notícias/NEWS06/11/2026· KF News

Donos da Cimed são processados por suposta cópia de fórmula de géis dentais e enxaguantes bucais

Foto: Divulgação/Poder360

O presidente da Cimed, João Adibe, sua irmã Karla Marques, vice-presidente da empresa, e mais 5 executivos foram processados criminalmente pela Suavetex, indústria de itens de higiene pessoal sediada em Uberlândia, em Minas Gerais. A acusação é de apropriação de segredo industrial e concorrência desleal.

A queixa-crime foi protocolada em 3 de novembro de 2026 no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, e distribuída no dia seguinte para a 1ª Vara Criminal da capital paulista.

De acordo com a queixa, a Suavetex enviou à Cimed, em julho de 2025, a composição de 6 produtos que havia desenvolvido — 3 géis dentais e 3 enxaguantes bucais — com o objetivo de fechar uma parceria futura. Segundo a empresa mineira, a Cimed registrou os 6 itens na Anvisa sob a marca Carmed, tendo a Suavetex como fabricante. Mas em agosto de 2025, Adibe teria cancelado a marca Carmed. Dois meses depois, em outubro de 2025, a Cimed registrou na Anvisa os mesmos 6 produtos, agora sob a marca Super, com outra fabricante — a Icefresh. A Suavetex afirma que esses produtos reproduzem a sua fórmula original.

A empresa pede R$ 10 milhões de indenização por danos morais, além de reparação por danos materiais a ser calculada depois. A Lei da Propriedade Industrial prevê pena de 3 meses a 1 ano de detenção, ou multa, para crimes de concorrência desleal.

A Cimed nega as acusações e afirma que a queixa-crime é mais uma tentativa da Suavetex de reverter, por outra via, as "sucessivas derrotas" que vem sofrendo na esfera cível. A empresa ainda informou que a marca Super é de sua titularidade e que, em fevereiro de 2026, comprou a Icefresh.

Fonte: Poder360