
O assessor especial do presidente Lula para assuntos internacionais, Celso Amorim, criticou o Escudo das Américas, iniciativa do governo de Donald Trump para a região. Em entrevista à Tutaméia TV, no YouTube, com os jornalistas Eleonora e Rodolfo Lucena, Amorim afirmou que a iniciativa coloca o Brasil em um "cerco" e se baseia em um argumento falso, que é tratar a questão do crime organizado como se fosse terrorismo internacional.
Amorim comparou o cenário atual com os períodos dos governos de George W. Bush e Barack Obama, dizendo que naquelas épocas "havia um certo respeito" e que, mesmo com alguma interferência, "não houve uma intervenção ameaçadora". Ele classificou o Escudo das Américas como um "esquema de dominação absoluta" e disse que "o problema deles é a China".
O Escudo das Américas é uma coalizão criada pelo governo Trump para combater o narcotráfico e o crime organizado. Em setembro, os 15 países membros anunciaram ação conjunta contra 24 organizações classificadas como "narcoterroristas transnacionais", incluindo as facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho). Além dos EUA, fazem parte da coalizão: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.
Na quarta-feira (7 de outubro), o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, declarou durante uma live com o presidente colombiano Abelardo de la Espriella que, se eleito, vai incluir o Brasil no Escudo das Américas para "cooperar com a Colômbia e com todos os demais países que se unirem para combater essas facções narcoterroristas".
Fonte: Poder360




