
A campanha do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) escalou o ex-procurador e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) para analisar os registros financeiros obtidos com a quebra de sigilo do presidente Lula (PT) e de seus associados. A justificativa da campanha é que Deltan tem conhecimento sobre a Lava Jato, incluindo, nas palavras dela, "as teias que envolveram figuras centrais do PT e negócios ligados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha". Em nota, a campanha declarou: "Se Lula afirma não ter nada a esconder, a documentação precisa ser examinada com rigor, independência e sem concessões."
O tema veio à tona depois que Lula lançou o desafio da quebra de sigilos durante debate da Band, em São Paulo, no dia 18 de outubro. A defesa de Lula enviou autorização ao TSE, mas condicionou a liberação dos dados à mesma medida por parte da campanha de Flávio. Flávio disse aceitar, mas protocolou uma petição com 19 condições para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. Entre os pedidos está a divulgação dos dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de Gabinete da Presidência. A campanha de Lula afirmou que ele não se opõe às exigências e que Marcola também aceitou.
Por trás de tudo isso, há um inquérito da Polícia Federal enviado ao STF em 8 de outubro de 2026, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, empresas ligadas a ele e o senador Flávio Bolsonaro. Já o mandato de Deltan Dallagnol está em análise no TSE: o ministro Floriano de Azevedo Marques indeferiu seu registro de candidatura em 3 de outubro de 2026, por entender que ele estava inelegível por 8 anos por ter deixado o Ministério Público Federal em 2021 enquanto respondia a procedimentos disciplinares. A análise foi adiada sem nova data definida.
Fonte: Poder360




